27 outubro 2010
Halong Bay - Versão Beto
26 outubro 2010
Halong Bay - Versão Lúcia
25 outubro 2010
1000 anos de Hanoi
Ficamos no Old Quarter, que é a parte antiga, mas que não aparenta tanto essa idade. Lá, a cidade é borbulhante. O movimento de gente, carros, motos, bibicletas e ciclos é impressionante. Mas é gostoso estar no meio dessa muvuca. Lojas com souveniers lindos, ao lado de produtos chineses, ao lado de tintas, ao lado de rolos de plásticos estampados, ao lado de porcelanas, ao lado da street food. Tudo misturado e convivendo bem entre turistas e locais.
Pra relaxar, uma caminhada em volta do lago Hoam Kiem tomando um sorvete fake da Kibon e lembrando do chimarrão no Parcão! Lá, tem velhinho sentado conversando, senhoras fazendo ginástica, estudantes desenhando a paisagem e muitos noivos tirando fotos de casamento.
Em outros pontos da cidade, vimos museus (da Literatura e de Etnologia) pra entender um pouco mais da cultura local e passamos pelo Mausoléo do Ho Chi Minh. O inglês é a terceira língua: primeiro vem a explicação em vietnamês, depois francês e por último aquela que todo mundo entende. Nacionalistas são eles! E acho até que estão bem certos, devido às circunstâncias!
Lembram que comentei que diziam que existiam diferenças entre o norte e o sul? Não percebemos muita, não. São agitados também, falam alto e até discutem na rua (vimos o primeiro bate boca em quase 5 meses!). São vivos e até jornal velho é motivo de negócio. Pra vender fruta, as mulheres carregam aquelas cestas dependuradas numa taquara que fica apoiada no ombro: - Foto! foto! Elas vêm oferecendo. Mas ai de nós se não comprássemos uma frutinha a preço de ouro!
É assim. Diferente de tudo que vimos até então. E isso é o que valeu muito na estadia por aqui!
24 outubro 2010
Depois de quase cinco meses...
Foi na catedral de Hanoi. Por fora, parecida com a Notre Dame em Paris (pois por uns cento e tantos anos a França dominou o país) e por dentro não podia ser diferente: o altar é vermelho e dourado como nos templos chineses!
Foi muito gostoso olhar pra tudo e ver que toda aquela simbologia faz sentido pra mim porque é o que aprendi desde sempre. Esse sentimento em relação a Igreja eu sei que não vou conseguir explicar nem em post, nem ao vivo... Essa é a pérola que vai ficar comigo, porque faz parte da minha história e das minhas vivências. Pra quem não tem a mesma Fé, eu sei, é difícil de entender o que pode ter de tão emocionante naquelas paredes...
23 outubro 2010
Algumas cidades vietcongues ..
Segue aí um resumão:
Nha Trang é uma cidade da costa com uma praia muito comprida e com um calçadão enorme por toda sua extensão. De lá se enxerga umas pequeninas ilhas que parecem boiar no horizonte, tipo aquelas que vimos em Krabi, porém em menor quantidade e sem a beleza e o clima de lá. Embora já estarmos com saudades de uma praia, afinal já está fazendo dois meses que deixamos as aventuras na Indonésia e Malásia, a praia de Nha Trang não nos chamou nada a atenção. Talvez seja por ser a baixa temporada aqui quando o clima não ajuda muito deixando o mar um verde sujo. Não sabemos como é nas outras estações, mas desde que entramos no Vietnã notamos uma névoa no ar como se fosse uma neblina, uns dias mais outros menos. Ou seja, valeu apenas por termos alugado uma motinho pra matarmos a saudade de sair meio sem destino como fazíamos na primeira parte da nossa viagem.
Hoi An é uma cidadezinha estilo Parati no Rio, só que invés de branco e janelas azuis, os casarios são todos em tons bege, pra combinar com a cor do rio, que é bem argiloso. Quanto mais subimos em direção ao norte, notamos a influência chinesa ficando também cada vez mais forte. E junto com a influência francesa que se vê nos prédios, dá a impressão de termos voltado ao passado. Passeando pelas ruas estreitas visitamos alguns templos chineses que misturam budismo e taoísmo com hinduísmo (ainda não tínhamos visto essa mistura) e, à noite, a cidade fica um charme com as lanternas vermelhas, ou mesmo coloridas, acesas na beira do rio. Digamos que é um lugarzinho mais romântico, pra tomar uma cervejinha e comer uns pratos típicos (foi o que fizemos inclusive!).
Definimos Hue como: "- Malditos vietcongues nos pegaram!" (lembram daquele quadro da TV Pirata?). Tá, não sabemos se passamos por um golpe ou não. Mas marcou nossa estada lá e nos deixou bem chateados. Resumindo bem: conhecemos uma família de vietnamitas que sugeriu um restaurante pra comermos. Conversa vai e vem, o Beto convidou eles pra jantarmos juntos no tal lugar que era bem barato, só pra locais. Chegamos lá, o lugar era chiquezinho, o menu sem preço e apenas em vietnamês. Pergutamos de novo se era baratinho: "-Sim, sim!". Comemos e veio a conta pra mão do Beto: 600.000 dongs. (=60 reais, sendo que normalmente comemos por 8 reais pra nós dois). Bom, pra equilibrar, eles nos convidaram pra jantar no dia seguinte na casa deles. Marcamos pra eles nos encontrarem às oito na frente do KFC - o único da cidade. Oito da noite, oito e dez, oito e vinte, oito e trinta... E nada... E aí? Pensamos o que sobre isso?? Foi uma droga! Tudo que economizamos nos outros lugares, gastamos na janta! Malditos vietcongues nos pegaram mesmo!!!! Mas pra não deixar que a mágoa nos domine, vamos ficar com a imagem da Citadela, que é um antigo complexo de moradias construído no século XVIII onde viviam o rei e a corte. Está em fase de restauração, mas algumas casas e seus portais estão bem conservados.
13 outubro 2010
O tour pelo Vietnã
(tempo pra resposta)
Os dois! O Vietnã tem pacotinhos e estamos mais acomodados, sim. Avaliamos a relação custo-benefício e agora que já pegamos o último ônibus do tour Ho Chi Minh - Nha Trang - Hoi An - Hue - Hanoi podemos dizer que valeu a pena. Tirando o caminho pra Hanoi, que tivemos um penetra dormindo no chão entre eu, o Beto e a nossa mochila com tudo que a gente tem de valor (o que fez com que o Beto só dormisse às 4h da manhã, quando o "colega" desceu), tudo foi muito bem, pontual e confortável para um sleeper bus, e na chegada de cada lugar tínhamos sempre uma recepção fervorosa "- Bom dia, Vietnam! Vocês acabam de chegar na cidade XX! Temos um hotel ótimo e baratinho...." (é... aceitamos todos os hotéis que eles nos sugeriram também. Digamos que sai um pouco mais caro, mas fica tão facinho!!).
Um mapinha pra vocês verem por onde andamos, desde Perhentian, na Malásia:
11 outubro 2010
A guerra do Vietnã e os túneis em Cu Chin
Por outro lado, os vietcongs usaram técnicas tão simples de combate, que a gente até entende o desespero dos americanos pra eliminar o povo. Olha que diferença: os americanos apelando pra armas químicas, tanques, aviões, bombas e mais bombas. Os vietcongs construíam túneis por baixo da terra pra se esconder e transitar de um lado pro outro, reaproveitando as munições que não estouravam dos EUA. Olhando assim, parecia óbvia a vitória americana, mas não foi. A determinação do pessoal aqui é incrível!
Visitamos um túnel desses e é impressionante. São três niveis abaixo da terra, a 3, 6 e 9 metros de profundidade. O buraco pra transitar era muito pequeno e, de baixo da terra, eles faziam a cozinha, a sala de armamento, a saída pro rio pra pegar água, enfim, uma obra de engenharia de dar inveja. Tinham vários pontos de respiro espalhados e até a preocupação com a chaminé distante da cozinha, pra despitar o alvo. Por cima, tudo era camuflado com folhas e galhos e mesmo que um americano achasse a entrada do túnel, não conseguiria entrar por causa do tamanho! Eles também construíram verdadeiras armadilhas de caça: buracos escondidos na terra cheios de pontas - caiu, morreu (segundo o guia, 70% dos americanos morreram assim!). Se não morria, perdia uma perna nas armadilhas menores.
É sangrento falar do assunto. E triste. E quem quiser ver, tá cheio de filme por aí. Sob o ponto de vista americano, é claro.
09 outubro 2010
Ho Chi Minh e o povo do sul
Aliás, o povo do sul é impactante: são pessoas agitadas, energéticas e parecem sem muita paciência e traquejo. Não dá muito tempo de trocar um sorriso ou uma brincadeira sem compromisso. Tudo é pra ontem. São objetivos. Mesmo nas vendas e barganhas eles negociam pouco (ao contrário de todo o sudeste asiático, que o Beto fica horas e horas brincando, contando histórias, até conseguir chegar no melhor preço). Se perguntou o preço é porque quer comprar e se quer comprar vamos direto ao valor, sem rodeios.
No mercado, uma vendedora fez a gente prometer que voltaria na loja dela se a gente achasse o mesmo produto por um preço menor. Nós rodamos, rodamos e achamos. Só que não nos demos conta que era exatamente do lado da loja da tal vendedora! Pra quê! Foi o fim! Acho que tivemos nossas próximas 5 gerações amaldiçoadas de tão braba e sentida que ela ficou! Não dá pra prometer nada sem cumprir. Aquela promecinha da boca pra fora chateia eles profundamente.
Dizem que apesar do país ser unificado, existe uma diferença grande entre o povo do norte e o do sul, inclusive na língua. Como vamos atravessar de ponta a ponta, acho que vamos conseguir perceber essa diferença!
08 outubro 2010
Good Morning Vietnan!!
Eu estava muito curiosa em relação à chegada no Vietnã. Certamente porque já assistimos muitos filmes holywoodianos da guerra, o que torna esse país menos distante do nosso mapa.
Entramos pelo sul e nossa primeira parada foi Can Tho, onde a atração principal é um mercado flutuante, no delta do Rio Mekong. Fizemos um passeio de barco, conhecemos uma fábrica de massa de arroz (zero para as boas práticas de produção) e ficamos admirados de como ocorre o comércio das frutas e vegetais. O pessoal acorda cedo pra buscar tudo fresquinho e invés do carrinho de feira, as mulheres pegam o barco e vão remando, remando e parando onde é bom e barato. Ancoram um barco no outro, negociam o preço, pegam a mercadoria e depois levam pro mercado da cidade. A maioria com aquele chapeuzinho bicudo de palha que vemos nos filmes, pra tornar o cenário mais caracterizado.
Conseguimos acompanhar também o amanhecer do pessoal que trabalha nos barcos: fazem aquele xixi no rio, compram o café da manhã na feira, pegam um canequinho e vão escovar os dentes, trocam as fraldas das crianças, tomam um banho de bacia, lavam a roupa (tudo com a água do rio) e estão prontos pro trabalho! Quem tem casa na beira do rio segue a mesma rotina...
Depois fomos conferir a feira da cidade. Uma muvuca de gente e motos impressionante!
E é isso, pra começar a falar do Vietnã!
