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27 outubro 2010

Halong Bay - Versão Beto

Tem lugares que a gente acha que só existem nos filmes da TV ou nas telas do cinema. Halong Bay é um desses. E embora tenhamos visto com nossos próprios olhos, ainda assim a lembrança e as imagens deste lugar nos parecem irreais. Flutuando na costa norte do Vietnã, no mar do sul da China, lá estão centenas de pedaços de rocha, pequeníssimas ilhas espalhadas umas próximas as outras cobertas por uma vegetação rasteira, fazendo com que pareçam estar cobertos de limo. Parece existir uma névoa constante no lugar, de forma que no início vemos estas ilhas como o vulto de uma imensa barreira que se estende por toda a costa. Mas a medida que o barco vai se aproximando, estes imensos pedaços de pedra parecem começar a se mexer, como que lentamente se afastando um do outro criando uma passagem por entre eles. Quando nos damos conta, da mesma forma que o caminho vai se abrindo diante de nós, ele também vai se fechando por trás, como se fossemos sendo engolidos para o seu interior. Olhando a frente, enquanto elas se movimentam num lento ballet, a diferença de distância entre elas e o esfumaceado da névoa vai criando uma imagem em vários tons de cinza. E sempre em movimento, nunca a mesma paisagem. E o silêncio. Sem dúvida, o único som digno daquela paisagem. Pra quem estava já se acostumando à confusão e ao barulho das cidades deste país, navegar por Halong Bay foi como puxar o fio da tomada e ver tudo parando em câmera lenta.

26 outubro 2010

Halong Bay - Versão Lúcia

Halong Bay é um lugar divino! Uma baía cheia de pequenas ilhas, com uma água calma e verde. Sabem aquela piadinha que fazemos do Rio Grande do Sul, de que Deus desenhou a costa brasileira cheia de curvas e que quando chegou no RGS estava cansado e fez só um risco? Pois no Vietnam, Ele tava mais cansado ainda e cochilou. Quando acordou no susto daquela "pescada", viu que tinha "respingado" a tinta do pincel no litoral norte. Ele olhou e achou bonito aquele monte de pontinhos. Assim foram criadas aquelas centenas de ilhazinhas.
Tá. Eu inventei essa história porque não achei forma melhor de expressar a beleza do lugar. Fizemos o passeio de barco: dois dias e uma noite, com conforto e ótima comida (frutos do mar de todos os tipos!). Se pudéssemos, passávamos toda a semana lá... Vendo a mudança do cenário a cada curva do barco!