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20 novembro 2010

O círculo se fechou

A inspiração do Beto pra esta viagem, só pra lembrar a todos, foi as leituras que ele fez sobre os grandes navegadores e conquistadores, entre eles o já tão falado Magalhães. Antes de embarcar de volta pra Bangkok, passamos na praia onde ele morreu, morto pelo guerreiro Lapu-Lapu. Na frente da praia tem a estátua do guerreiro e mais ao fundo, uma homenagem aos espanhóis.
Sentamos numa sombra pra imaginar a cena da batalha.

Terminou pro Magalhães.






Acabou nossa aventura.

19 novembro 2010

Magalhães e o Santo Nino

Em Cebu começa nosso périplo de volta pra casa. Mas não poderíamos ir embora sem conhecer os lugares que fazem parte da história de Magalhães. Um destes lugares é a Igreja Santo Niño de Cebu. Com toda a certeza, o local mais sagrado para todos os filipinos, porque ali abriga o símbolo da orígem da fé e do Cristianismo deste país: uma pequena imagem de madeira do Menino Jesus. A história desta imagem explica isso. Na ocasião do batismo dos primeiros nativos em 1521, o rei e a rainha de Cebu foram os primeiros a serem batizados. Após o seu batismo, a rainha pediu a imagem do Santo Niño que havia vindo junto com a esquadra de Magalhães para que ela colocasse em seu altar substituindo os ídolos de sua antiga religião (o animismo). Depois da morte de Magalhães e da fuga do que sobrou da tripulação, os espanhóis só voltaram em Cebu 40 anos mais tarde. Nesta segunda visita, devido a resistência dos nativos, Legazpi ordenou a queima de todas as casas. Revistando o local após a tomada do controle, a imagem dada de presente 40 anos antes foi encontrada quase intacta. Tomando isso como um sinal de que a missão espanhola teria sido abençoada, Legazpi que era Cavaleiro da Ordem de Cristo ordenou a construção de uma igreja para abrigar a imagem no mesmo lugar onde ela foi encontrada.

Centenas de pessoas visitam o local diariamente, em procissões enormes. Não tínhamos mais o tempo pra ficar na fila... Compramos um imagem na lojinha e era isso!

31 outubro 2010

Enfim, Filipinas!

Apesar do nosso ranzinza amigo Budget (vulgo orçamento) não nos recomendar ;)), aqui estamos. Até porque esta aventura não poderia terminar em outro lugar, afinal de contas estamos agora na terra de Magalhães, vendo o que ele viu e o que ele deixou. Pra quem já vinha há dois meses viajando pelo norte da Tailândia, Laos, Camboja e Vietnã, e isto significa templos, campos de arroz, monção, outros templos, rice noodles, spring rolls, monção, e depois mais templos :))), chegar na Filipinas foi como sair de férias e chegar ao mar !!! Melhor, chegar às ilhas !!! Rodeadas de um mar tão azul como é o céu daqui. E também tem muito verde, pois elas são cobertas por aquela perfeita combinação de coqueiros e árvores criando o típico cenário das ilhas do pacífico.

As Filipinas, na verdade são um conglomerado de ilhas, a maioria bem pequenas e próximas umas das outras de forma que, de qualquer ponto delas, se enxerga as outras, compondo junto com o horizonte o pano de fundo para os perfeitos pores-de-sol. Alguém poderia dizer então que as Filipinas parecem com a Indonésia. Sim, mas apenas no aspecto físico. O componenete que faz toda a diferença é o povo. Os mais amigáveis, sorridentes, sinceros e honestos de todos. Sempre com um sorriso no rosto e uma expressão de boas vindas. E as crianças, as mais lindas e alegres, daquelas de levar umas 3 ou 4 pra casa.

Os filipinos são católicos fervorosos e agradecem a Magalhães por esta semente por ele plantada com esmero há 500 anos atrás. Parece até que descobrir os caminhos que permitiram a primeira viagem de circunavegação do planeta não era seu grande objetivo. Pois logo após ter batizado e catequizado os nativos da ilha de Cebu, Magalhães morreu pelas mãos do chefe Lapu-Lapu numa pequena ilha próxima chamada Mactan, onde hoje fica o principal aeroporto da região de Visayas. Mas o fato é que, no curto espaço de tempo em que esteve por aqui, Magalhães simplesmente deu início a uma das maiores comunidades cristãs do mundo.

Quanto a nós aqui, o plano é ir pulando de ilha em ilha, mergulhar nos santuários submersos, pegar a moto e subir até o ponto mais alto, conversar com os locais, tomar algumas San Miguel Beer até ficar Loco-Loco como se diz por aqui ;)) É ... Sem dúvida, as Filipinas foi uma grata surpresa de final de viagem. E era justamente o que faltava pra terminarmos nossa aventura pelo sudeste asiático com o mesmo pique que começamos!